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quinta-feira, 04 de novembro de 1999
Por Fredy Krause 
Brasília, 05 (AE) - O Ministério da Agricultura proibiu a importação de cavalos e avestruzes dos Estados Unidos e de todas as espécies de crustáceos de qualquer procedência. A importação de equinos dos EUA foi proibida em virtude da constatação da presença do vírus west nile em equinos no território americano. Também as autorizações já concedidas estão canceladas, segundo o ministério.
Segundo afirmou o ministro Pratini de Moraes em informe distribuído pelo ministério, esse vírus nunca foi diagnosticado em território brasileiro. Trata-se, conforme Pratini, de uma doença perigosa, que pode ser transmitida ao homem, provocando até a morte. Ele esclareceu que os equinos infectados podem permanecer com o vírus por muito tempo, mas que são as aves seus principais hospedeiros, e habitualmente elas não mostram sinais clínicos da doença, mesmo quando infectadas. Entre elas, as aves silvestres e os avestruzes oferecem maior risco de infecção.
A proibião da importação aos crustáceos atinge qualquer espécie, de qualquer procedência, sejam eles de água doce ou salgada, em qualquer etapa do seu ciclo biológico, inclusive seus produtos frescos e congelados, assim como os cozidos, quanto inteiros com suas carapaças ou parte delas. A partir de agora, segundo comunicou o Ministério da Agricultura, as autorizações de importação ficam condicionadas a prévia análise de risco pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do ministério, que levará em consideração a situação zoossanitária dos países de origem e de suas zonas de produção.
A proibição se deve ao fato de que doenças conhecidas como mancha branca e cabeça amarela têm sido detectadas em fazendas de cultivo de camarões de diversos países. Segundo o do ministério, a mancha branca já foi detectada em fazendas de cultivo de camarões dos Estados Unidos, Panamá, Honduras, Nicarágua e Guatemala. Já a cabeça branca tem afetado camarões cultivados nos Estados Unidos e países da ásia. As duas doenças já foram constatadas, também, no México e Equador.


