Washington, 04 (AE-ANSA) - O governo do presidente Bill Clinton informou nesta quinta-feira (04) que não podia confirmar a reportagem sobre uma suposta introdução de armas remanescentes da era soviética na guerra civil na Colômbia.
"Vimos as informações mas não temos confirmação do envio de armas por parte de fontes ilegais na Rússia", disse o porta-voz do Departamento de Estado Tim Moore.
O jornal The Washington Post referiu-se hoje ao problema em reportagem na primeira página baseada nos serviços de espionagem de Rússia, Colômbia e Estados Unidos.
O porta-voz da embaixada russa, Dimitri Bellow, disse acreditar "que a informação é exagerada. A situação entre Rússia e Colômbia está controlada", segundo o diário.
O Post publicou que tanto as guerrilhas de esquerda agrupadas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) quanto os grupos paramilitares de direita criados para derrotá-las estabeleceram uma linha segura de abastecimento com o dinheiro gerado pelas drogas.
Os vendedores não estabelecem distinção entre guerrilheiros e paramilitares, acrescenta a reportagem, "pois o mais importante para eles são os lucros produzidos pela venda de armas".
O uso do dinheiro das drogas para o financiamento das FARC é repetidamente denunciado, mas o Post acrescenta hoje que "os grupos paramilitares são abastecidos por pequenas embarcações que chegam aos portos pouco controlados da costa do Caribe colombiano, principalmente no departamento de Córdoba".
A região aludida está entre Cartagena e Panamá.





