Nova Délhi, 04 (AE-AP) - Extremistas indianos protestaram hoje (04) contra a visita do papa João Paulo II ao país, programada para começar amanhã (05) e deve durar três dias. Os manifestantes exigem que a Igreja Católica peça desculpas pelas conversões realizadas e pelas represálias cometidas durante a Inquisição.
Durante os protestos, promovidos em diversos pontos da capital, os seguidores mais radicais do hinduísmo queimaram imagens do pontífice e também exigiram desculpas da Igreja católica por pregar que o cristianismo é o único caminho para a salvação. No país, 82% dos 1 bilhão de habitantes declaram-se seguidores do hinduísmo.
O primeiro ministro indiano, Atal Bihari Vajpayee, comprometeu-se a mediar o conflito e o governo considerou que conseguiu amenizar as manifestações anticristãs.
Durante sua viagem à Índia, os esforços do papa para fortalecer a cooperação entra as diferentes religiões serão postos a prova. A visita, organizada a partir de reuniões com os bispos católicos da ásia, ocorre em um momento de crescente preocupação de grupos defensores de direitos humanos em relação aos ataques contra os cristãos.





