Phnom Penh, 04 (AE-AP) - O primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, acusou seu principal inimigo político de "inventar" a versão segundo a qual sua mulher teria ordenado o assassinato de sua amante, uma famosa atriz.
Embora não tenha mencionado nenhum nome, Hun Sen aludiu ontem claramente a seu rival político, Sam Rainsy, como responsáveis pelas acusações. "Pessoas más inventam histórias e algumas pessoas acreditam em histórias inventadas", disse o primeiro-ministro cambojano em declarações exclusivas à ASSOCIATED PRESS.
A revista francesa LExpress, assim como alguns jornais locais, afirmaram que Bun Rany, mulher de Hun Sen, ordenou o assassinato da famosa atriz Piseth Peaklica em julho passado. A imprensa publicou fragmentos de um suposto diário pessoal da atriz, assim como um poema de amor supostamente escrito por Hun Sen.
O governante cambojano disse que poderá entrar com um processo judicial contra a revista francesa.
Sam Rainsy, que lidera um partido de oposição, acusou Han Sen de governar de maneira ditatorial e de tolerar abusos contra os direitos humanos por parte de seus partidários.
Hun Sen disse que ele e sua mulher formam um casal inseparável desde 1978, quando retornou do Vietnã liderando uma força invasora que derrubou o regime brutal de Pol Pot.

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