São Paulo, 04 (AE) - Minutos antes de Mateus de Castro Meira entrar em ação com a metralhadora, um segurança do MorumbiShopping foi avisado que ele estava no banheiro alterado e disposto a brigas. O segurança particular Hernandes Benjamin, de 33 anos, estava no banheiro do terceiro andar, quando, por volta das 22h30, foi abordado por Meira, que partiu para a provocação. "Sou médico e sei as bombas (anabolizantes) que você toma; isso pode matar", disse Mateus, conforme depoimento de Benjamim à polícia, de manhã. Ele não identificou qual seria o segurança.
Segundo Benjamin, em São Paulo há três meses, Meira queria briga. Ele não notou se o estudante estava ou não armado. "Pôs o dedo no meu peito e foi me empurrando", contou. "Disse para ele que, se era médico, devia se controlar". Benjamin afirmou que saiu. Meira ficou. Em seguida, o mineiro, ex-halterofilista, foi contar o episódio ao segurança do shopping, vestido com um terno. Ele riu um pouquinho e disse que "ia ver". "Você é forte", teria dito o segurança, desconfiado.
Benjamin disse estar acostumado a receber provocações, como brincadeiras sobre anabolizantes, e por isso não reagiu aos comentários. Ele foi ao shopping procurar um amigo. O superintendente do MorumbiShopping, Cláudio Sallum, disse ter tomado conhecimento da história de Benjamin à tarde. "Estamos tentando localizá-lo para que possamos esclarecer tudo", ressaltou. "Começamos a verificar o fato com os seguranças, mas acho difícil que algo deste tipo tenha ocorrido". (Gabriela Carelli)





