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quarta-feira, 03 de novembro de 1999
Por Maurício Moraes 
São Paulo, 04 (AE) - Para lojistas e frequentadores do MorumbiShopping, tudo não passou de uma fatalidade. No dia seguinte ao crime, clientes passeavam pelos corredores e olhavam as vitrines, sem se mostrar preocupados. "Se ocorresse em uma esquina, o incidente não teria nenhuma repercussão", afirmou o aposentado João Fernandes, de 61 anos. "Venho sempre ao shopping e nunca tive problemas de segurança".
A secretária Ana Cláudia Nogueira, de 33 anos, que mora nas proximidades, nem pensa em deixar de ir ao local. "Nunca soube de nenhum assalto aqui", ressaltou. Ela garante que nunca se sentiu ameaçada nas vezes em que foi ao shopping. "Há vários seguranças". Dona de uma loja situada ao lado da sala de cinema onde ocorreu o crime, a empresária Rosângela Klein, de 40 anos, acha a vigilância satisfatória. "Mas sempre há pontos que podem melhorar", ponderou. "Agora, eles deviam sentar, pensar melhor no assunto e tomar algumas medidas". Sorte - Prestes a ir ao cinema para assistir ao filme "Clube da Luta", justamente na sessão das 21h15, a estudante Gisela Ventura, de 25 anos, desistiu da idéia por causa de um imprevisto. "Já estava no shopping quando a irmã do meu namorado telefonou no celular dele, pedindo para que fôssemos buscá-la na faculdade", disse. "Ainda bem que tivemos esse contratempo".


