São Paulo, 4 (AE) - O mecânico Marcos Paulo Almeida dos Santos, de 25 anos, foi preso na madrugada de hoje em sua casa, na Rua Mário de Campos, em Americanópolis, zona sul. Baiano de Jaguaquara, foi denunciado por Mateus da Costa Meira, de 24, como o responsável pela venda da submetralhadora usada pelo estudante de medicina para matar três pessoas e ferir outras cinco no MorumbiShopping.
Santos está respondendo a processo por porte ilegal de arma e ficou um mês preso no 5.º Distrito Policial, do Cambuci. Ele negou ter vendido a arma e a munição ao estudante.
Evidência - Ao ser detido hoje pelos policiais da Delegacia Seccional Sul, Santos tinha em seu poder R$ 1 mil em notas de R$ 100,00 e R$ 50,00. "O estudante disse que as notas entregues foram em série, porque ele as tirou do banco; as cédulas em poder de Santos são em série", declarou o delegado Olavo Reino Francisco, da Seccional Sul, responsável pelas investigações.
Além do dinheiro, Santos também estava com o Fiat Palio que Meira tirou emprestado em seu nome de uma concessionária em Campinas.
O mecânico afirmou que jamais negociou com armas ou drogas. "Nunca vendi nada para esse sujeito, muito menos armas e drogas."
Concessionária - Meira disse ter recebido a submetralhadora de Santos ontem. O mecânico declarou ter visto o estudante somente no sábado. "Fomos buscar um Palio na concessionária Baruge da Chrysler e o Mateus deixou o carro comigo porque estou desempregado e iria usar o Palio para atender reparos mecânicos", justificou.
Disse ainda que não vê Meira com frequência. "Quando ele precisa dos meus serviços me telefona no celular e desconheço os motivos pelos quais ele me denunciou como vendedor de armas e drogas." Os policiais submeteram Santos a reconhecimento por parte de Meira nas dependências do 96.º Distrito Policial, do Brooklin. Ao ver o mecânico pelo vidro, o estudante não hesitou em apontá-lo como o vendedor da submetralhadora.
Na tarde de ontem, quando Meira disse ter recebido a arma e entregue os R$ 5 mil a Santos, o mecânico alegou à polícia ter estado na Rua Fraternidade, próximo da churrascaria Fogo de Chão. "Fui procurar trabalho, mas não sei o número do prédio." Afirmou ainda ter ficado ali até as 14 horas e voltado para sua casa em Americanópolis. "Nunca estive na casa do Mateus."
Para justificar os R$ 1 mil apreendidos em seu poder, Santos contou que fez um trabalho numa oficina mecânica da Rua Mário de Campos, mas disse não se lembrar do número do estabelecimento. "Não tive tempo para guardar o dinheiro no banco." Sobre a prisão por porte ilegal de arma, Santos explicou que andava armado para se proteger dos ladrões. Ele disse ter ficado preso um mês no distrito, até o flagrante ser relaxado pela Justiça. Ladrões - Os investigadores estão reunindo provas, pois acreditam que Santos seja fornecedor de armas para ladrões da zona sul. "Ele está preso em flagrante e teremos tempo para investigarmos sua vida, seus negócios e suas amizades."

mockup