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quarta-feira, 03 de novembro de 1999
por Renato Lombardi 
São Paulo, 4 (AE) - O estudante de medicina Mateus da Costa Meira, autuado em flagrante por homicídio doloso qualificado, poderá ser condenado a pena de 12 a 30 anos de detenção. Como o crime é hediondo, não terá direito aos benefícios da Lei das Execuções Penais.
O delegado Olavo Reino Francisco, da Seccional Sul e responsável pela investigação, não acredita que Meira seja doente. "Ele premeditou o crime; disse que há sete anos vinha pensando em matar." Além disso, o policial informou que Meira pode ter agido sob o efeito de cocaína ou crack. "Os laudos do Instituto Médico-Legal vão revelar se ele usou drogas."
No decorrer do processo, se - por meio de um laudo criminológico - Meira for considerado doente mental e, portanto, inimputável, a Justiça deverá mantê-lo detido como medida de segurança. O estudante ficará recolhido num hospital psiquiátrico e será submetido a avaliações. Seu psiquiatra, José Cássio Nascimento Pitta, continuará a acompanhá-lo na prisão.
Vistoria - Com o acusado, policiais apreenderam a submetralhadora M-11, R$ 327,00, um cartão de crédito Visa - com o qual Meira sacou o dinheiro para comprar a arma -, dois cartões eletrônicos, um talão com 15 folhas de cheques e dois outros cartões - de uma fundação e de uma locadora de vídeo. Em uma primeira vistoria na sala de cinema, os peritos da Superintendência de Polícia Científica encontraram 15 cápsulas deflagradas de calibre 9 milímetros - munição usada pela submetralhadora. O delegado pediu a prisão temporária de Marcos Paulo Almeida dos Santos, acusado por Meira de ter vendido a submetralhadora, por R$ 5 mil. Ele pode ser denunciado como co-autor do crime. Pitta e os pais de Meira serão ouvidos durante a investigação. O estudante também deverá responder a inquérito pela pirataria de CDs.


