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quarta-feira, 03 de novembro de 1999
Por Andréia Maia 
Rio, 04 (AE) - Pelo menos duas mil pessoas, entre atletas olímpicos e funcionários, participaram hoje pela manhã de uma manifestação organizada pelo Sindicato de Operadores de Bingo e entidades esportivas na porta do Palácio Guanabara, sede do governo do Estado do Rio. Os manifestantes querem que o governo estadual assuma a administração dos 13 bingos existentes no Rio de Janeiro. Hoje, essas casas de jogos são fiscalizados pela Loterj através de um convênio firmado com Instituto Nacional de Desenvolvimento dos Desportos (Indesp), órgão subordinado ao Ministério dos Esportes.
Uma comissão de manifestantes foi recebida pelo secretário estadual de governo, Carlos Lupi (PDT), já que o governador Anthony Garotinho estava com os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico. Lupi disse aos representantes da comissão que Garotinho defende a estadualização dos bingos e que a Procuradoria do Estado está analisando os aspectos jurídico para que o governo passe a fiscalizá-los. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Bingos
Alexandre Araújo, os proprietários dessas casas de jogos não apóiam a decisão do governo federal de proibir os videobingos e de repassar a fiscalização para a Caixa Econômica Federal (CEF) no prazo de seis meses. Por isso, defendem a estadualização.
"Com a proibição das máquinas, as federações esportivas patrocinadas pelos bingos vão perder arrecadação", afirmou. "Além disso, CEF não é o fiscalizador ideal, porque os jogos como Sena e Mega Sena são os nossos maiores concorrentes", explicou. Araújo diz que cerca de 1,5 mil funcionários de casas de bingo poderão perder o emprego nos próximos meses. "As constantes mudanças do governo federal na legislação afeta a nossa lucratividade", disse. De acordo com o presidente da Loterj, Daniel Homen de Carvalho, os bingos do Rio são fiscalizados pela Loterj com base no artigo 9 da Lei 2.555/93, que permite o recebimento de 3% sobre o valor da cartela.
Carvalho também concorda que as mudanças na lei que regulamenta os bingos acaba prejudicando a arrecadação dos proprietários, das entidades esportivas e da própria Loterj. Eles explica que, no ano passado, a receita total da loteria do Rio foi de aproximadamente R$ 6 milhões e este ano até final de novembro a estimativa era de R$ 7 milhões, mas com a proibição dos videosbingos o lucro poderá ficar em torno de R$ 6,4 milhões.


