Brasília, 04 (AE) - Depois de condecorar o sociólogo e escritor Hélio Jaguaribe com a ordem do mérito cultural, hoje no Planalto, o presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que o que caracteriza quem é "realmente intelectual" é a generosidade e não a vaidade. "É ter essa capacidade de ser superior aos outros, mas não parecer", ponderou, afirmando que onde Jaguaribe "toca, se vê o brilho de um talento e a generosidade".
Além do sociólogo, receberam a medalha outros 21 personalidades. Entre eles, o governador de São Paulo, Mário Covas e o do Pará, Almir Gabriel, que não compareceu à solenidade realizada no Planalto. A medalha da ordem do mérito cultural é entregue a personalidades e cidadãos brasileiros que se destacaram na prestação de serviços à cultura. No discurso, além de homenagear Jaguaribe, Fernando Henrique também enalteceu a ação do governador Covas na promoção da cultura no Estado de São Paulo. Fernando Henrique citou a restauração da antiga Estação Júlio Prestes e sua transformação em complexo cultural.
Segundo o presidente, uma das "fortes emoções" que teve nos últimos tempos foi assistir à apresentação da Orquestra Sinfônica de São Paulo no local. "Quando entrei na estação e começou a música, pensei que estava em Moscou", comentou o presidente, depois de referir-se a um concerto que assistiu na capital da Rússia e à qualidade musical da execução da orquestra e da sala restaurada. Prêmio - Este é o quinto ano consecutivo que o governo homenageia brasileiros com a ordem do mérito cultural. Além de entregar as medalhas, as comemorações do Dia Nacional da Cultura incluíram homenagem ao sesquicentenário de nascimento Rui Barbosa e Joaquim Nabuco, "políticos e escritores que colocaram a força da palavra a serviço de grandes causas nacionais, como o ideal civilista e a abolição da escravatura", afirmou o ministro da Cultura, Francisco Weffort.
Além de Covas, Almir Gabriel e Jaguaribe, foram agraciados hoje com a medalha: o editor Abraão Koogan; o empresário Aloysio Faria; a vice-presidente do grupo Pão de Açúcar, Ana Maria Diniz; a bailarina Angel Vianna; a colecionadora Beatriz Pimenta de Camargo; a museóloga Ecyla Brandão; o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento
Enrique Iglesias; a historiadora, Esther Bertoletti; o produtor musical Hermínio Bello de Carvalho, o escritor de cordéis, J. Borges; o prefeito de Diamantina (MG), João Antunes; a ialorixá, Mãe Stella de Oxóssi; o casal Maria Cecília e Paulo Fontainha Geyger; a secretária-executiva do Ministério da Cultura, Maria Delith Balaban; o folclorista Paixão Côrtes, o jornalista Washington Novaes e o coordenador das comemorações do 5º Centenário do Achamento do Brasil, Romero Magalhães.

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