Cubatão, SP, 04 (AE) - Pesquisa realizada pela Universidade São Paulo (USP) revela que o índice de adesão ao coquetel contra aids, no Estado, é de 70%. O resultado é semelhante ao encontrado em países desenvolvidos da Europa. Os dados foram divulgados hoje por Elen Castanheira, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, durante o 3º Seminário Metropolitano de DST/Aids da Baixada Santista, que está sendo realizado em Cubatão.
De acordo com a pesquisadora, que também é médica sanitarista, o Brasil foi o primeiro país do terceiro mundo a distribuir o coquetel contra aids. "Os índices de adesão mostram como está funcionando esta política na prática", comentou. Segundo ela, o levantamento foi realizado durante um ano e meio, em 27 serviços públicos e ambulatoriais que atendem a cerca de 8,5 mil soropositivos em todo o Estado. "Foram entrevistadas 1.145 pessoas, das quais 70% confirmaram ter usado
pelo menos, 80% dos remédios do coquetel, corretamente, nos três dias anteriores à pesquisa".
A médica admite que o uso do coquetel é complicado, mas garante que funciona. Ela afirma, entretanto, ser necessário o acompanhamento dos pacientes para saber como as pessoas estão administrando as doses dos medicamentos que podem chegar a 40 comprimidos por dia, dependendo do estado de saúde e da possibilidade do aparecimento de doenças oportunistas. "As principais dificuldades estão nos horários rígidos e nas regras específicas para cada medicamento, mas que devem ser superadas para que o portador do vírus HIV possa permanecer saudável", concluiu.

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