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quarta-feira, 03 de novembro de 1999
por Marli Olmos 
São Paulo, 4 (AE) - Apaixonada pelo estudo das imagens, Fabiana Lobão Freitas, de 25 anos, se preparava para fazer um curso de fotografia na França, no próximo ano. Teve seu sonho interrompido ontem à noite, ao ser morta em plena sessão de cinema, atingida no coração por uma bala da metralhadora do estudante de medicina Mateus da Costa Meira. Fabiana morreu nos braços do namorado, Carlos Eduardo Oliveira, produtor de cinema, que ficou ferido. Ela foi enterrada no final desta tarde, no cemitério Gethsêmani.
Formada em turismo e letras, com especialização em francês, Fabiana estava terminando licenciatura na Universidade de São Paulo. Era funcionária do Museu de Arte Contemporânea há seis anos e ali se dedicava ao trabalho de integrar as crianças nas obras de arte. Seu trabalho consistia em criar cópias de obras de arte de artistas famosos, em papel ou madeira, por exemplo, para que as crianças que visitam o museu entendessem melhor os quadros por meio de jogos.
As pessoas que conviveram com Fabiana, lembram de uma jovem meiga, doce, tranquila e inteligente, envolvida sempre no registro de imagens novas que ela podia extrair desde fotografias até estréias de filmes. É dela, aliás, a exposição "Arte-Educação", que está no Museu de Arte Contemporânea.
Há 7 anos, Fabiana e Carlos começaram a namorar e tinham planos de se casar. Mas, para isso, estavam fazendo poupança para a compra de apartamento. Além disso, restava ainda o projeto do curso de fotografia na Europa, que duraria 3 meses.
Familiares e amigos de Fabiana compareceram esta tarde ao velório e praticamente ninguém quis comentar a tragédia.


