Rio de Janeiro, 04 (AE) - As restrições dos Estados Unidos à compra de laminados a frio de siderúrgicas brasileiras ainda não surtiram efeito negativo no volume total de exportação do produto, como demonstra o balanço da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento.
Ontem, o governo norte-americano anunciou decisão preliminar de sobretaxar laminados a frio da CSN, Cosipa e Usiminas.
De acordo com os dados da Secex, no ano passado o Brasil exportou para os Estados Unidos, de janeiro a dezembro, 192.907 toneladas de chapas e bobinas a frio, no valor de US$ 67,160 milhões FOB (índice que não conta despesas com transporte).
Nos primeiros nove meses deste ano, a venda dos mesmos produtos alcançou 266.155 toneladas, um aumento de quase 40%, que representou uma entrada de US$ 75,886 milhões FOB.
O vice-presidente executivo do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Marco Polo, declarou, porém, que as vendas de aço laminado a frio começaram a declinar assim que foi aberto o processo contra o Brasil. "Medidas como esta, mesmo sem a decisão definitiva, têm impacto imediato junto aos importadores", protestou.
A decisão preliminar, anunciada ontem pelo governo norte-americano favorável à proposta de sobretaxar ao aço laminado a frio brasileiro, contrasta segundo ele, com decisão recente da Organização Mundial do Comércio.
"A OMC concluiu num painel, pedido pela Comunidade Econômica Européia, que não procede esta idiotice de considerar que as usinas carregaram subisídios pós-privatização", comentou Polo.

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