PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de novembro de 1999
Por Maria Fernanda Delmas e Viviane Mottin 
Rio, 04 (AE) - A constituição do Pólo Gás-Químico do Rio
previsto para entrar em operação em 2003, pode mudar. A direção da Petrobrás avalia que é necessário esperar os processos de fusão no setor petroquímico para decidir se participará ou não do projeto, segundo informações da empresa. Circularam notícias de alterações na composição dos sócios privados, mas o diretor de Relações com o Mercado da Suzano, Adhemar Magon, nega que esteja sendo negociada a entrada da Petroquímica União (PqU), controlada pela Unipar, no pólo.
"O pólo ainda é um investimento com três parceiros: Petrobrás, Suzano e Unipar", disse. "Fora essa estrutura, nada de concreto existe." Segundo Magon, o presidente da Unipar, Roberto Garcia, confirmou à Suzano que a estrutura do Pólo continua a mesma.
Em São Paulo, comenta-se que há duas hipóteses de a PqU participar do pólo do Rio: entrar apenas como operadora, para transmissão de know how, por meio de contrato temporário, ou tornar-se acionista. A escolha seria feita por decisão da PqU quando o conselho discutir o assunto.
Apesar das indefinições, o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Estado do Rio, Wagner Victer, disse que as empresas confirmaram para a semana que vem a assinatura do protocolo de intenções para a construção do pólo. Participarão da assinatura os três sócios atuais, o governo do Rio e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A estrutura montada para o pólo é a seguinte: a Suzano e a Unipar deterão, cada uma, metade das ações da Rio Polímeros, uma empresa de comercialização. A Rio Polímeros (com 70%) e a Petrobrás (com 30%) serão as donas da Rio Eteno, que produzirá etano, matéria-prima para o eteno.
Para articular melhor a primeira fase do Pólo - de levantamento de financiamentos - será montada uma empresa chamada Riopol, controlada pela Rio Eteno (55%) e a Rio Polímeros (45%), o que faria com que as duas empresas privadas ficassem com 83,5% do total do empreendimento e a Petrobrás, com 16,5%.


