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quarta-feira, 03 de novembro de 1999
Por João Caminoto e Alberto Fernandes 
Londres, 04 (AE) - O economista Gary Campkin, da área de Mercados Internacionais da Confederação Britânica de Indústrias, previu hoje o aumento do interesse das empresas locais na nova fase da privatização no Brasil, que ele chamou de consolidação do processo.
Campkin respondeu à queixa do ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, de que os britânicos participaram só com 2% da verba da privatização. Parente disse que o investimento direto externo no Brasil chegará a US$ 27 bilhões este ano e cobrirá o déficit em conta corrente do País.
Campkin disse que a grande questão é a percepção política do Brasil, principalmente na relação entre o presidente da República e o Congresso. Parente garantiu que a reforma da Previdência será aprovada nesta ou na próxima semana no Senado.
Segundo Parente, a aprovação vai significar a solução final ou, pelo menos, a estabilização do déficit da Previdência em relação aos trabalhadores do setor privado.
Parente e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Andrea Calabi, criticaram a classificação dada ao Brasil pela agência de seguro de crédito à exportação da Grã-Bretanha, a ECGD. Após a desvalorização do real, o Brasil foi rebaixado à categoria seis, em um sistema que vai de um a sete e o sete é o mais baixo.
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, negou, também em Londres, a possibilidade de a recuperação econômica do Brasil comprometer as metas de inflação. "Não afetará porque há capacidade ociosa na economia e enorme aumento de produtividade", explicou. Ele previu que o País atingirá a meta de crescer 4% ao ano nos próximos anos. O ministro reuniu-se hoje com a direção do Banco (central) da Inglaterra, com o ministro inglês da Economia, Gordon Brown, e vários banqueiros europeus.


