PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de novembro de 1999
Por Ariel Palácios 
Buenos Aires, 04 (AE) - O presidente eleito da Argentina, Fernando De la Rúa, anunciou nesta quinta-feira (04) que o déficit fiscal do ano que vem não poderá passar de US$ 4,5 bilhões.
De la Rúa criticou os funcionários do atual governo que previam que este ano o déficit não ultrapassaria US$ 6 bilhões. "Isso é só no papel, pois chegará a US$ 10 bilhões."
O anúncio de De la Rúa foi feito horas após a reunião que manteve com o presidente Carlos Menem. Este foi o primeiro encontro entre os dois desde a eleição presidencial, vencida por De la Rúa com 48% dos votos.
Segundo o presidente eleito, Menem não reclamou dos comentários feitos por De la Rúa na breve visita ao Brasil, onde disse que "os compromissos contraídos por este governo pesarão muito no próximo".
O principal tema da reunião foi o orçamento nacional. O presidente eleito declarou que Menem lhe garantiu total apoio do partido do governo (peronista), para uma aprovação urgente do orçamento, "já que é uma lei básica para instrumentar as metas".
De la Rúa disse que será necessário um ajuste, mas que o setor social será preservado. "Vamos melhorar a eficiência dos recursos existentes. Teremos de fazer um ajuste que contribua ao crescimento da economia e gere empregos."
Os dois líderes também conversaram sobre a lei de co-participação de impostos, que definirá a distribuição da arrecadação para as províncias, e cuja aprovação também foi considerada urgente. De la Rúa definiu a situação econômica das províncias do interior do país como "muito difícil".


