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quarta-feira, 03 de novembro de 1999
Por Mariana Martinez 
São Paulo, 04 (AE) - O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, afirmou que vai agendar uma reunião com o governador de São Paulo, Mario Covas, para discutir o resultado do encontro que manteve no começo da tarde de hoje com produtores do setor sucro-alcooleiro. O sindicalista convocou a reunião para cobrar dos usineiros explicações sobre a alta abusiva do preço do álcool nas bombas, que chega a R$ 0,90 por litro em alguns postos, quando não poderia ultrapassar R$ 0 74 em outubro, segundo números dos próprios produtores.
O superintendente da Federação da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo (Unica), Luiz Carlos Carvalho, explicou que o aumento de preços aplicado pelos produtores tem impacto muito menor sobre o consumidor final do que a alta observada nas distribuidoras e postos de gasolina. De acordo com Carvalho, enquanto o preço do álcool praticado pelo produtor subiu de R$ 0,25 por litro em setembro, para R$ 0,29 em outubro - com alta de 0,05 ponto percentual -, os revendedores aumentaram o preço na bomba de R$ 0,45 por litro, para R$ 0,56, no mesmo período (0,11 ponto percentual).
Além disso, Carvalho afirmou que a suspensão do subsídio ao álcool hidratado, a partir de 1º de novembro, assim como a redução desse mesmo incentivo, de R$ 0,127 para R$ 0,045 por litro, em fevereiro, foram repassadas ao consumidor. Paulinho disse estar convencido de que os produtores não são os maiores responsáveis pelo aumento de preços nas bombas. "Alguém está ganhando muito dinheiro com isso", disse o presidente da Força Sindical.


