São Paulo, 04 (AE) - O ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, acredita que os títulos de longo prazo com rentabilidade prefixada e oferta simultânea de opção de venda terão "aceitação rápida" pelo mercado. Segundo ele, num primeiro momento, o Banco Central deverá ofertar papéis com prazo intermediário, de doze a dezoito meses.
"Gradualmente, o BC vai reduzir a venda de LFT e aumentar a venda de LTN", disse Loyola, ponderando que isso ocorrerá desde que o cenário macroeconômico não piore de forma drástica, como ocorreu após a crise financeira internacional.
Segundo ele, a oferta desse papel é uma medida muito inteligente porque o BC não está oferecendo um "seguro generalizado", como para a LFT, que "é um papel sem risco". O novo título, embute um seguro, mais limitado que, segundo Loyola
é interessante num processo de transição.
"Num país que ainda enfrenta incertezas, esse mecanismo permite a volta dos pré-fixados sem aumentar o prêmio de risco, além do alongamento da dívida pública", disse o ex-presidente do BC. "É uma tendência muito boa", emendou.
Segundo ele, todas as medidas anunciadas pelo Banco Central "vão na direção correta". Loyola afirmou que algumas são medidas "de pouco efeito", como a que prevê reuniões periódicas da autoridade monetária com dealers e fundações, mas reunidas têm peso específico e positivo.

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