São Paulo, 04 (AE) - O Banco Santander Central Hispano (BSCH), o maior da Espanha, negou hoje que esteja com intenções de adquirir um banco no Brasil. A assessoria de comunicação do banco, em Madri, confirmou que "o BSCH tem sim intenções de crescer no Brasil, até com alguma aquisição, mas, no momento, essa possibilidade está fora de cogitação".
Na terça-feira, quando o banco fazia a apresentação de seus resultados financeiros obtidos nos três primeiros trimestres do ano para analistas espanhóis, o diretor executivo, Angel Córcóstegui, comentou que o BSCH teria a possibilidade de expandir o número de suas agências no Brasil em pelo menos mais 100, passando para 500. Córcóstegui disse ainda que, se o banco quisesse chegar a 700 agências no País, teria de ampliar em mais 200, o que acabou sendo interpretado, pelos analistas, como "planos de aquisição de um banco brasileiro com 200 agências".
Em São Paulo, o mercado chegou a comentar hoje de manhã o nome de algumas instituições desse porte, mas o BSCH em Madri negou qualquer hipótese nesse sentido. Em nota enviada à AGÊNCIA ESTADO, o banco diz que "a manifestação de Córcóstegui, no início desta semana, sobre uma eventual aquisição, "não constitui, em si, a expressão de intenção alguma, mas apenas uma hipótese de trabalho". Se quiséssemos crescer, acrescenta a nota da instituição espanhola, "acima do que a licença (legislação) permite, fato não decidido até hoje, teríamos de explorar a possibilidade de comprar um banco".
De acordco com a assessoria do BSCH, essa posição é bastante diferente a uma eventual "manifestação explícita de intenção de compra de um banco". Até agora, o Santander investiu US$ 5 bilhões na América Latina, principalmente no Chile e argentina. No Brasil, o Santander é o quinto em ativos e conta com 400 agências, depois de ter adquirido os bancos Geral do Comércio e Noroeste.

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