São Paulo, 04 (AE) - Confiante no potencial de crescimento industrial do Brasil, o estado norte-americano da Georgia decidiu trazer ao País, pela primeira vez, um grupo de 14 empresas para negociar diretamente com companhias nacionais. A expectativa do estado da Georgia é de que a feira de empresas da Georgia no Brasil - Georgia Technology Maketplace - promova o fechamento de negócios no valor de US$ 60 milhões entre o fim deste ano e meados do ano 2000.
No evento, que acontece entre 8 e 10 de novembro em São Paulo, estarão presentes pesos pesados da tecnologia de ponta no estado, incluindo algumas já presentes no País, como a BellSouth (BCP) e a Telecom Wireless Services (TWS) no segmento de telefonia celular, a Scientific Atlanta (equipamentos) e a Internet Security Services (proteção contra entradas não-autorizadas na rede). A feira será promovida pelo Departamento de Indústria, Comércio e Turismo da Georgia, o Departamento de Estado dos Estados Unidos, a Câmara Americana de Comércio e o consulado dos Estados Unidos em São Paulo. Foram distribuídos 28 mil convites para companhias brasileiras de alta tecnologia.
De acordo com Maximilian Gorissen, representante comercial da Georgia no Brasil, a decisão de fazer uma feira de tecnologia no País reflete um potencial de crescimento industrial. "A tecnologia é ponto-chave para esse crescimento"
justifica Gorissen, apostando que o Brasil vai crescer, uma vez aparadas as arestas nas áreas política e econômica.
Gorissen compara o Brasil a outros grandes mercados, como Rússia e China. No primeiro caso, a corrupção impede o avanço dos negócios estrangeiros, enquanto na China o controle do Estado dificulta a ampliação da participação privada na economia. Por isso, o Brasil é hoje um dos principais alvos da indústria de tecnologia, que na Georgia responde por uma parcela entre 35% e 40% do faturamento de Estado. A Coca-Cola e a CNN, com sede na Georgia, também estarão presentes como organizadores da feira.
De acordo com Gorissen, o Brasil é a primeira experiência de um estado norte-americano na realização de feira em outro país. Trata-se, na verdade, de uma mudança na estratégia de relações comerciais entre Estados Unidos e parceiros comerciais, já que, até então, iniciativas estaduais aconteciam na forma de missões comerciais (trade mission), em que governadores de estados e empresários faziam visitas aos países de interesse, sempre com agendas apertadas.
"Com a feira, é mais fácil fazer a ligação direta entre as empresas", explica Gorissen. "Se a feira for um sucesso, vamos fazer em breve outras em Xangai (China) e México", afirma. A feira acontece na Câmara Americana de Comércio, em São Paulo, das 11h15 às 18h30, nos próximos dias 8, 9 e 10. Para março do ano que vem, a Georgia faz no País uma feira para a indústria de carpetes.

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