São Paulo, 4 (AE) - As vendas de resinas termoplásticas devem fechar o ano com incremento de 10% sobre o total de 1998. Para chegar a esse resultado, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Químicas (Abiquim), o setor está operando quase a plena carga.
Em agosto, a ocupação da capacidade instalada - centrais e indústrias petroquímicas -, para a produção de 4,5 milhões de toneladas ao ano, chegou a 94%. Em setembro houve um ligeiro recuo, para 87% de ocupação, atribuído a algumas paradas para manutenção - rotina na indústria petroquímica -, e não a um desaquecimento do mercado. Do total dos 4,5 milhões de toneladas
informa a entidade, 84% estão sendo vendidos no mercado interno e 16% exportados.
De janeiro a setembro deste ano as importações de resinas caíram 14,7%: de US$ 344,429 milhões, em 1998, para US$ 293,787 milhões. As exportações também sofreram queda, de 12,12% no período, totalizando US$ 227,826 milhões nos primeiros nove meses deste ano contra US$ 259,240 milhões no mesmo período de 1998. Para a Abiquim, a queda das exportações se deve ao aquecimento dos segmentos de bens de consumo não-duráveis (como embalagens para alimentos). Ao mesmo tempo, o aumento do petróleo no exterior, conjugado à disparidade do real frente ao dólar, impede a importação de resinas termoplásticas pelos transformadores.
Essa situação deverá permanecer, mesmo que ocorra aumento de 8% a 9% no preço das resinas termoplásticas, elevando o acumulado do ano de 61% para 73,8%. Esse aumento, segundo os transformadores, poderá ocorrer devido ao reajuste de 20,9% sobre a nafta, anunciado pelo governo no final de semana passado.

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