Tel Aviv, 03 (AE-ANSA) - Um ex-agente do Shin Bet, o serviço de segurança interno israelense, reconheceu nesta quarta-feira (03) ter empregado sistematicamente a violência em interrogatórios de palestinos suspeitos de terrorismo seguindo ordens de superiores, apesar da proibição de tais métodos.
Em entrevista a uma rádio, o ex-agente, identificado apenas como "Sr. S.", admitiu que ele e seus companheiros sabiam que a lei proibia o uso da violência, mas seus superiores ordenavam "atuar com base em uma interpretação verbal do regulamento, ou seja, praticar igualmente a violência".
Ele e outro agente foram condenados pela morte, em 1989, de Khaled Sheik Ali, um suposto militante da Jihad Islâmica, enquanto este estava detido. Ambos os agentes cumpriram penas de seis meses de prisão.
"Sr. S." também admitiu que, acompanhado de outros colegas, ofereceu ao juiz uma falsa versão sobre a morte de Sheik Ali "para salvar a imagem pública do Shin Bet".
O ex-membro do Shin Bet garante que na noite da morte de Sheik Ali cinco superiores estavam presentes e aceitaram assumir a responsabilidade "por sionismo".





