São Paulo, 03 (AE) - Apesar de as questões técnicas (como a análise e a preparação do solo) serem o foco central do projeto de arborização das Marginais, as espécies que vão ser plantadas nas margens do Rio Pinheiros foram escolhidas também pela beleza e pela possibilidade de composição com a paisagem local. O paisagista responsável pelo projeto, Arnaldo Rentes, pretende fazer dois tipos de canteiros - um arbustivo, com plantas que não ultrapassam cinco metros de altura e que vão sob a fiação, e outro, nas faixas livres, arbóreo, com uma mistura de espécies nativas, destacando a palmeira jerivá, árvore-símbolo do projeto e uma das espécies de maior dispersão natural, sendo encontrada desde o Espírito Santo até o Rio Grande do Sul.
Os canteiros arbustivos terão 500, 770 e 1.500 metros, dependendo do lugar. Em cada um, Rentes quer colocar no máximo três espécies para que elas possam ser realçadas. Os arbustos terão espécies nativas da Mata Atlântica de flores coloridas, principalmente lilás, vermelho, azul e branco. "Com elas dá para fazer um jogo de cores, com manchas coloridas que são vistas de longe", explicou o paisagista.
Nas faixas livres de fios, mais largas, Rentes pensa em fazer maciços árboreos, com cerca de 3 mil metros, espaçados por áreas gramadas para facilitar a manutenção. "As árvores vão estar mais misturadas para que se crie uma fisionomia de mata."
Segundo Rentes, o jerivá, espécie muito comum na região antes da retificação do rio, vai pontuar e dar profundidade à Marginal do Pinheiros, pois é um elemento geométrico bem definido. "Ele vai realçar a perspectiva e dar uma cara nova à Marginal."





