São Paulo, 03 (AE) - A Escola Municipal de Ensino Fundamental Antonio Estanislau do Amaral, fundada em 1979 e localizada no coração do Jardim ¶ngela, chama a atenção pela quantidade de grades que tem em suas janelas. As portas estão sempre trancadas, algumas com barras de ferro. Tudo isso para evitar que a violência da comunidade entre na escola, coisa que nem sempre é possível evitar. "Aqui não é uma ilha", diz a diretora Helena Coelho. Com o plantio de árvores frutíferas, a escola espera motivar a comunidade a cuidar melhor de suas instalações.
Acordo - A quadra de esportes, mal-conservada e descoberta, é usada por toda a comunidade, mesmo nos fins de semana. Foi feito um acordo com os moradores do bairro: eles usam a quadra e, em troca, não depredam a escola. É comum que pessoas que não fazem parte da escola, entre eles menores infratores, entrem nos intervalos para comer a merenda distribuída.
Não há permanentemente homens da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Às vezes, a GCM passa em ronda por lá, dizem os funcionários. "A segurança precisa melhorar", disse Ana Maria Santos, mãe do aluno Jorge, de 8 anos, aluno da 1.ª série. Os muros, principalmente os da parte do fundo, são baixos e qualquer um pode pular.
A Emef Antonio Estanislau do Amaral tem 12 classes, sendo que duas delas são "salas emergenciais", construídas fora do prédio principal. Por elas passam diariamente 1.900 alunos divididos em quatro períodos, que começam às 6h50 e só terminam às 23h10. São alunos da 1.ª a 8.ª série que têm a partir de 6 anos até "senhores e senhoras".
Para o ano que vem já são 310 inscritos para começar a 1.ª série, mas a escola pode abrigar apenas 140 crianças. "Não temos capacidade para acolher todos os alunos", contou Helena. A escola está superlotada.





