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terça-feira, 02 de novembro de 1999
Por Flávio Mello 
São Paulo, 03 (AE) - O feriado prolongado parece não ter animado os vereadores paulistanos. A primeira semana depois do fim de semana prolongado durou cerca de uma hora e, dos mais de 200 projetos da pauta da sessão ordinária e 80 da extraordinária
nenhum foi aprovado. A sessão foi encerrada por acordo de lideranças, pois os poucos vereadores em plenário alegaram que não havia "clima para votação". O vereador Toninho Paiva (PFL) chegou a perguntar aos seus companheiros de parlamento porque não reabriam a sessão para votar projetos de parlamentares.
"A população nem se importa se não votarmos nada, pois acho que a cidade sai ganhando", respondeu Aurelino de Andrade (PFL). "Se houvesse um recesso de um ano, acho que muitos vereadores acabariam sendo reeleitos", brincou Andrade. Nas pautas, além de vetos impostos pelo Executivo há inúmeros projetos de lei enviados pelo prefeito Celso Pitta (PTN). Pitta, que já teve apoio parlamentar de 36 vereadores, não conseguiu reunificar a sua bancada.
Os vereadores governistas têm acusado o PMDB de dificultar os trabalhos, obstruindo-os por meio de discussão pontual dos projetos. "Podíamos ter aproveitado que o PMDB não está aqui para votar alguns projetos", disse hoje o vice-líder do governo, José Viviani Ferraz (PL). As principais prioridades do Executivo são três projetos da Secretaria das Finanças, o que permite a instalação de pedágio nas pistas expressas da Marginal do Tietê e o Plano Diretor da cidade de São Paulo.


