São Paulo, 03 (AE) - A Procuradoria-Geral do Estado ingressa, até sexta-feira, com um recurso contra a liminar que determina a retirada dos 130 menores do Centro de Observação Criminológica (COC) do Carandiru. A decisão da juíza Mônica Ribeiro de Souza Paukoski foi tomada na quinta-feira, com base em representação do Ministério Público Estadual. O promotor Ebenézer Salgado Soares disse que as condições de acomodação dos meninos são tão boas no COC quanto no Cadeião de Pinheiros. Segundo ele, o problema é o gerenciamento.
No Cadeião, os meninos são observados e tem a atenção de técnicos e monitores da Febem. No COC, essa administração é feita pelos carcereiros e técnicos do Complexo do Carandiru. Em sua sentença, a juíza afirma ter comprovado as boas condições das instalações do COC. Por entender que os meninos estavam ali por uma questão de emergência, estipulou o prazo máximo de 15 dias a partir da notificação do presidente-interino Edmeu Carmesini para que sejam transferidos.
Para o procurador-geral do Estado, Marcio Sotelo Felippe
não é possível estipular prazo para que os problemas da Febem estejam solucionados. "Estamos tentando resolver isso da melhor forma possível", disse. "Mas não podemos ficar presos a esse prazo". Choque - Soares espera receber até sexta-feira os resultados dos exames de corpo de delito feito por alguns menores. Eles disseram ter sido vítimas de abuso dos policiais durante a rebelião da semana passada. Com base nos laudos do Instituto Médico-Legal, o promotor pretende ouvir os menores e remeter o caso à Justiça Militar. (J.L.)

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