São Paulo, 03 (AE) - Com respostas como "não sei", "não vi", "não reconheço", os cinco monitores da Febem Imigrantes ouvidos hoje irritaram o delegado Olavo Reino Francisco, Seccional Sul, que apura a morte de quatro menores durante a rebelião do dia 24, domingo. Para o delegado, os monitores comportaram-se como réus. "Expliquei que são vítimas de lesões e ameaçados de morte, mas parecem que firmaram um pacto de silêncio". O policial está ouvindo os 14 que estavam de plantão na noite e madrugada da rebelião que terminou com o assassinato dos quatro menores.
Além dos assassinatos e os danos causados pelos menores na unidade o inquérito também apura possível plano dos monitores que promoveriam as rebeliões para receber horas extras. O ex-presidente da Febem, Guido Andrade, segundo o delegado, vinha apurando a denúncia de um esquema fraudulento de horas extras que estaria sendo aplicado por alguns dos monitores. "Alguns monitores reféns com salários entre R$ 1.300,00 e R$ 1.500,00 por causa das rebeliões chegariam a receber até R$ 5.000,00".
O presidente do Sindicato dos Funcionários da Febem, Antônio Gilberto da Silva, negou a existência de qualquer esquema. Ele disse que ser refém, sem saber se vai sair vivo, não vale nenhum pagamento de hora extra. (Renato Lombardi)





