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terça-feira, 02 de novembro de 1999
Por Jobson Lemos e Luciana Garbin 
São Paulo, 03 (AE) - Os prédios em que estavam os menores infratores no Complexo Imigrantes da Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem) estão quase todos demolidos. O governo do Estado, porém, ainda não sabe o que será feito da área. Hoje, o governador Mário Covas (PSDB) voltou a dizer que pretende conversar com promotores, juízes e dirigentes de entidades civis envolvidas com a questão do menor para discutir os destinos da Febem.
O primeiro passo para a reformulação pode ser dado com as faculdades de direito. Covas propõe que seja feito um mutirão envolvendo estudantes universitários, para aumentar a velocidade de revisão das medida socioeducativas impostas aos internos da Febem. "Sugeri procurar duas universidades para um convênio nesse sentido", disse o governador. A idéia teve resposta positiva, segundo ele. "Recebi o telefonema de um diretor de uma outra faculdade".
Covas ainda não divulgou detalhes do projeto que pretende desenvolver em lugar do modelo atual, mas afirmou que a instituição deverá ter estrutura física com projeto contrário ao que possui atualmente. "Crianças não podem estar todas no mesmo lugar". De acordo com o governador, mesmo as grades devem desaparecer do cotidiano dos internos. "Febem não é lugar para encher de grade".


