São Paulo, 03 (AE) - O policiamento comunitário conseguiu diminuir a violência no Jardim Angela, na zona sul de São Paulo. Esta é a análise do diretor do Fórum em Defesa da Vida contra a Violência, padre Jaime Crowe. Instaladas há quase um ano na região, as duas bases de policiamento comunitário têm cerca de 50 homens. "O programa criou um relacionamento mais humano entre os policiais e a população", disse o religioso. Segundo ele, os assassinatos, principal ocorrência no bairro, não acabaram mas, agora, a população sente-se mais segura, pois conhece os policiais que trabalham na região e pode participar das decisões sobre a segurança pública.
"O crime aqui diminuiu, mas aumentou do outro lado da represa do Guarapiranga, nos bairros do Grajaú e Pedreira". De acordo com o padre, isso ocorre porque não será apenas com ação policial que se conseguirá uma diminuição geral da criminalidade
pois as causas sociais da violência, como desemprego, não foram atacadas. Comunitário - A primeira base do policiamento comunitário foi instalado no Jardim Angela em dezembro de 1998. A segunda, no vizinho Jardim Ranieri, foi inaugurada em janeiro deste ano. O policiamento comunitário pretende modificar a forma de atuação da polícia, aproximando-a da comunidade, que participaria das decisões sobre a segurança na região, apontando problemas e soluções. "Um dia reunimos cerca de cem policiais no auditório da paróquia, como parte do treinamento para o policiamento comunitário", lembrou.
Amanhã (04), às 9 horas, o fórum promoverá a sua reunião mensal para debater a segurança no bairro. Ele conta com a participação de cerca de 200 entidades - as igrejas Católica, Luterana, Adventista, Metodista, Assembléia de Deus e outros grupos pentecostais, além de centros de defesa dos direitos humanos e associações de bairros. As reuniões contam ainda com a participação de policiais civis e militares. A de amanhã ocorrerá no salão paroquial da Igreja dos Santos Mártires, na Rua Luís Baldinato nº 9.
Na semana passada o fórum inaugurou a primeira casa de "moradia assistida". De acordo com o padre, ela será uma moradia temporária para a desintoxicação de usuários de droga, que lá poderão permanecer por até um mês. "Já temos candidatos para as vagas, que na semana que vem começam a ser preenchidas". O projeto da comunidade tem o apoio da Secretaria Estadual da Saúde do Estado e da Escola Paulista de Meicina.

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