São Paulo, 03 (AE) - O Ministério Público Federal requisitou hoje ao Banco Central, em São Paulo, um técnico para começar a analisar a documentação que foi apreendida na sexta-feira na casa dos ex-funcionários do Banco Bandeirantes Mário Luiz de Queiroz e Joji Hirayama.
Depois da reter os documentos, que poderiam comprovar a existência de caixa 2 do banco, a Polícia Federal, que também participou da busca e apreensão, colheu depoimentos de Queiroz e Hirayama. Os dois trabalharam no esquema de caixa 2 do Bandeirantes, entre 1990 e 1997, antes de o banco ser vendido para os portugueses da Caixa Geral de Depósitos.
No Banco Central, o gerente-técnico de Fiscalização, Alvimar Tadeu Dellaqua, está providenciando a autorização, pedindo urgência para o BC, em Brasília, na liberação de um técnico - que deverá separar os documentos que serão analisados e cruzados com as contas correntes de clientes e outros beneficiários. Sabe-se que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso e a prefeitura de Rondonópolis, também no Mato Grosso, recebiam mensalmente depósitos.
A procuradoria espera que até sexta-feira o BC já tenha um fiscal para começar a trabalhar na Superintendência da Polícia Federal, na Rua Antônio de Godoy, onde a documentação está lacrada.
O caso, na PF, ficará por conta do delegado Ulisses Francisco Vieira Mendes, que, ao lado de procuradores da República - do Ministério Público Federal -, acompanhou toda movimentação na cidade de Capão Bonito, a 240 quilômetros da capital, na residência de Queiroz. Em Guarulhos, numa ação simultânea, o delegado Fernando Braga, também com procuradores da República, esteve na casa de Joji Hirayama.
A procuradoria também pediu ao BC cópia do procedimento administrativo que será instaurado contra os ex-administradores do Bandeirantes.

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