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terça-feira, 02 de novembro de 1999
Por Rita Tavares 
São Paulo, 03 (AE) - Ao substituir o Crédito Doméstico Líquido pelas metas de inflação como critério de desempenho no acordo com o FMI, o governo está aumentando a credibilidade do seu compromisso em atingir as metas. A avaliação é do economista-chefe do Citibank, Carlos Kawall, dizendo que a alteração é "positiva" para o País.
Segundo ele, embora o Brasil não tenha cumprido uma série de compromissos previstos no acordo e os esteja revendo agora, a "filosofia" do acordo "foi vencedora". A meta de superávit nominal de R$ 30,2 bilhões será cumprida, em termos nominais. E o critério de desempenho é em termos nominais, não em relação ao PIB. "Os compromissos fundamentais foram cumpridos", disse.
O endividamento líquido do setor público que vai superar R$ 513,519 bilhões negociados com o FMI é, na avaliação de Kawall, consequência do câmbio e da queda no ritmo de privatização. Outros compromissos, como balança comercial e inflação, não foram obedecidos porque o desempenho macroeconômico foi melhor do que o esperado inicialmente. "Assim, a revisão do acordo, sob esse ângulo, é um sucesso", afirmou Carlos Kawall.


