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terça-feira, 02 de novembro de 1999
Por Maria Fernanda Delmas 
Rio, 03 (AE) - A BNDESPar, subsidiária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tentará leiloar na segunda-feira 1,5 bilhão de ações preferenciais (sem direito a voto) da Gerdau. A venda será realizada apenas se as ações atingirem o preço mínimo estipulado no edital - que está sendo publicado amanhã -, de R$ 33 por lote de mil, segundo o superintendente de mercado de capitais do banco, Sérgio Weguelin. Hoje a BNDESPar não conseguiu vender, pela terceira vez consecutiva, 6 bilhões de ações ordinárias da Eletrobrás porque os papéis não atingiram o preço mínimo.
A operação da Gerdau renderá R$ 49,5 milhões à BNDESPar, se o preço de mercado equivaler ao preço mínimo. Mas, na segunda-feira, as ações preferenciais da Gerdau já estavam cotadas acima do mínimo, em R$ 33,70, no fechamento da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), apesar da queda de 4,53% em relação ao pregão de sexta-feira.
O leilão das ações da Gerdau será realizado na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ). O edital não prevê a opção de venda futura das ações de volta à BNDESPar, como no caso dos papéis da Eletrobrás - essas ações têm de ser vendidas ao menos pelo preço mínimo, de R$ 34,50 por lote de mil, mais um prêmio de 14% por causa desse direito de devolução um ano depois. Se a operação da Eletrobrás for feita com base no preço mínimo, a BNDESPar receberá R$ 236,3 milhões.
Amanhã haverá uma nova tentativa de venda das ações da Eletrobrás, às 13h30, na BVRJ. Tudo depende de a cotação das ações alcançar ou ultrapassar o preço mínimo até as 13 horas, na bolsa em que os papéis têm mais liquidez - no caso, tem sido a Bovespa. Hoje a cotação chegou a R$ 34,34.
A empresa de participações do BNDES tem sete dias úteis, contados a partir da última sexta-feira (dia da primeira tentativa), para leiloar as ações da Eletrobrás. A segunda tentativa foi na segunda-feira e a última chance, portanto, é o pregão da próxima terça-feira, dia 9.
Se não houver sucesso, a BNDESPar terá de pedir uma nova licença à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). "Se não vendermos nesse prazo, deixamos para o ano que vem", disse Weguelin. O superintendente acredita no interesse dos compradores. Ele afirmou que a BNDESPar lançou o edital da operação da Eletrobrás com garantia firme de compra. A principal delas foi dada pela corretora Prime.


