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terça-feira, 05 de outubro de 1999
Por Nelson Francisco (especial para a AE) 
Cuiabá, 06 (AE) - A cúpula da Polícia Federal (PF) entrou em contradição ao divulgar informações para a imprensa. O superintendente da PF em Mato Grosso, Claúdio Luiz da Rosa, desmentiu hoje que a arma usada na execução do juiz Leopoldino Marques do Amaral, um revólver de cano longo calibre 38, pertence à escrivã Beatriz árias, da 2.ª Vara de Família, que era presidida pelo juiz assassinado. Já a jornalista Viviane Rosa, assessora de Imprensa da PF, confirma que o laudo Instituto de Criminalística (IC) da PF aponta que a arma pertence a Beatriz. A mãe da escrivã, Joana árias, também nega que a filha tivesse arma. "Isso é um absurdo, minha filha nunca pegou numa arma sequer." O delegado José Pinto de Luna pediu hoje ao juiz Jeferson Schneider, da 2.ª Vara Federal de Mato Grosso, a prorrogação por mais 30 dias do inquérito policial federal aberto para investigar o assassinato de Amaral e a prorrogação da prisão de Beatriz.
No inquérito paralelo ao do assassinato do juiz, o delegado João Bosco de Barros indiciou a assessora de Amaral e o irmão dela Benedito Campos por crime de peculato (desvio de dinheiro público). Eles teriam sacado cerca de R$ 800 mil de contas judiciais da 2.ª Vara de Família, a pedido de Amaral.


