Rio, 06 (AE) - O juiz titular da 2.ª Vara Federal, Alexandre Libonati, deu prazo de dois dias, a contar de amanhã (07), para que a defesa do funcionário da Agência Brasileira de Ingeligência (Abin) Temílson de Resende, o "Telmo", apresente fundamentos contrários às alegações do Ministério Público Federal (MPF) que, na segunda-feira (04), entrou com recurso contra a revogação da prisão do agente. "Telmo" é considerado o principal suspeito do grampo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Os procuradores responsáveis pelo caso alegam que "Telmo" deve ser mantido preso porque há fortes indícios de que ele continua fazendo gravações clandestinas. O desmagnetizador - aparelho usado para desgravar fitas - encontrado na casa de "Telmo" seria, na avaliação dos procuradores, um desses indícios. Além disso, o MPF acredita que a liberdade de "Telmo" poderia dificultar a instrução do processo, pois representaria ameaça ao ex-policial federal Célio Arêas da Rocha e a outros envolvidos.
O advogado de "Telmo", Carlos Kenigsberg, disse hoje que apresentará amanhã ao juiz os fundamentos requeridos. "Telmo nega as acusações, já se apresentou à Justiça e não representa ameaça a ninguém", afirmou. "Ter um desmagnetizador em casa não é prova de nada; eu mesmo tenho um."

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