disse que vai propor ao presidente Fernando Henrique Cardoso a criação de uma comissão nacional que reúna os três poderes, governadores, prefeitos, ONGs, CNBB e OAB entre outros, para discutir o desequilíbrio das contas da Previdência Social que, segundo ele, "é o principal fator de desequilíbrio das contas públicas". Inocêncio viajará amanhã com o presidente Fernando Henrique Cardoso para Recife, quando pretende discutir esse assunto. Para ele, este seria o momento de voltar à discussão da possibilidade de desvincular, na área da previdência, os servidores na ativa dos inativos. Para Inocêncio, não há sentido os inativos ganharem insalubridade na inatividade. A discussão, explicou, seria no sentido de tirar as vantagens dos inativos próprias da atividade.
Inocêncio Oliveira concorda que este é um assunto delicado, porque a Constituição protege o lado social. "E a linha entre privilégio e direito adquirido é muito tênue", observou. Pela proposta do deputado, a comissão teria um prazo de 60 dias para apresentar propostas. Além disso, Inocêncio Oliveira defendeu uma forte movimentação para a aprovação das reformas tributária e fiscal e uma ação mais enfática do governo contra a elisão e a sonegação fiscal. Ele também defendeu o fim dos juízes classistas e o estabelecimento de um teto salarial para as Câmaras Municipais. Inocênio Oliveira disse ainda que conversou pelo telefone com o líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira, a quem informou ter passado por todas as comissões para falar com os parlamentares sobre a necessidade de aprovação do projeto que altera o cálculo das aposentadorias do setor privado.por Sônia Cristina Silva Brasília, 06 (AE) - O líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira





