Brasília, 06 (AE) - O presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães, disse há pouco, ao chegar ao Congresso Nacional, que o ideal é que seja feito um acordo entre os partidos da base de sustentação ao governo, para a aprovação das medidas de estruturação da previdência social. Mas alertou que essa não é a única opção. "O ideal é um acordo. Mas não havendo acordo está na hora de o governo mostrar que tem uma base sólida que o apóia, ou então reformular a posição da base", afirmou.
ACM reconheceu que há riscos em uma decisão como essa, mas disse que "quem não corre risco não chega aos bons lugares". O senador considerou natural o fato de os líderes dos partidos participarem das discussões com a equipe econômica para encontrar soluções para o problema previdenciário. Para ele esse procedimento é salutar, pois os líderes também são sensíveis à situação que o país atravessa. O senador disse ainda que não considera Malan enfraquecido por não ter imposto soluções aos líderes. "O Malan continua prestigiado pelo presidente da República e pelas lideranças do Congresso. Mas entre ser prestigiado e mandar de qualquer maneira, há uma diferença", afirmou.
Antônio Carlos Magalhães disse ainda que "ninguém pode tudo, como dizia o Papa João XXIII". Ele confirmou que pretende entregar hoje ao Senado as propostas de emenda constitucional e projetos de lei fixando novas regras para o pagamento de precatórios.

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