Brasília, 05 (AE) - O ministro das Comunicações e articulador político do governo, Pimenta da Veiga, afirmou há pouco que a equipe econômica ficou de analisar, até sexta-feira (08), as propostas que foram apresentadas, ontem (04) à noite, pelos líderes dos partidos da base de apoio do governo ao presidente Fernando Henrique Cardoso, na tentativa de cobrir a perda de arrecadação, em 1998, com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de sustar a cobrança da contribuição previdenciária dos inativos e o aumento dessa contribuição dos da ativa. Veiga confirmou que, entre as propostas apresentadas, foi dada a idéia de taxar a remessa de lucros e dividendos de empresas estrangeiras instaladas no País. O ministro insistiu, no entanto, em que o presidente não decidiu sobre nenhuma das propostas apresentadas. "Surgiram diversas propostas, e a área econômica ficou de avaliar a extensão de cada medida; mas o presidente não decidiu sobre elas", afirmou Veiga. Segundo ele, não houve nenhum tipo de ruptura entre os líderes aliados e o Palácio do Planalto. O ministro adiantou que o governo só deve apresentar as medidas para compensar as perdas com a decisão do STF quando houver um consenso entre o governo e os líderes. "Consenso, no entanto, não quer dizer unanimidade", ressaltou. Segundo ele, não necessariamente o governo terá de apresentar as medidas até sexta-feira. Ele considera que o importante não é o cumprimento deste prazo, mas sim uma proposta com mais solidez e consistência.





