Curitiba, 30 (AE) - Dois dos cinco assaltantes de um banco em Barbosa Ferraz, a 450 quilômetros de Curitiba, na região central do Paraná, conseguiram fugir tomando um táxi em Fênix, a 13 quilômetros do local do furto. Eles viajaram até Curitiba e pagaram R$ 300,00 pela corrida, dando mais R$ 20,00 de gorjeta para que o taxista Celso Rodrigues Dourado pagasse os pedágios. Dourado prestou depoimento hoje como testemunha no assalto.
O assalto à agência do HSBC em Barbosa Ferraz aconteceu terça-feira (28), com o roubo de R$ 2.400. Um dos assaltantes, Vanderlei Amador dos Reis, de Campinas (SP), que dava cobertura em um carro fora da agência, foi preso no mesmo dia, com uma espingarda calibre 12 e R$ 675,00. Os outros quatro fugiram, dois deles até Fênix. Quarta-feira pela manhã um deles perguntou ao taxista quanto cobraria por uma viagem a Curitiba.
Segundo o delegado de Barbosa Ferraz, Cristiano Yassaka, o taxista disse que cobraria R$ 350,00, mas acabou aceitando R$ 300,00 - R$ 200,00 seriam pagos na hora e o restante ao chegar em Curitiba. O taxista percebeu que seu cliente estava armado, por isso não resistiu quando ele mandou que fosse até um matagal onde estava o outro assaltante. Ele entrou no banco de trás e ficou deitado.
Durante a viagem a Curitiba, os dois começaram a fazer perguntas sobre o assalto em Barbosa Ferraz, o que levou o taxista a desconfiar. Ao perguntar se eram eles os assaltantes os dois confirmaram e reclamaram que tinham roubado pouco. Ao chegar em Curitiba, foram deixados nas proximidades da Rodoferroviária. Os assaltantes pagaram os R$ 100,00 que faltavam e deram outros R$ 20,00, dizendo que era para pagar os pedágios. Os assaltantes disseram que o taxista não deveria contar nada a ninguém, porque a quadrilha tinha 30 pessoas e eles conheciam sua família.
Ao chegar a Fênix, na noite de quarta-feira, Dourado procurou o delegado do município, Dauri Sontag, para registrar queixa. "Mas não há queixa a registrar, porque ele prestou um serviço e foi pago", disse Sontag. O delegado o encaminhou para Barbosa Ferraz, onde foi instaurado o inquérito que apura o assalto ao banco.

mockup