Washington, 21 (AE-AP) - O déficit comercial dos Estados Unidos subiu inesperadamente em julho. O aumento das importações com o dobro da velocidade das exportações levou a um novo recorde, divulgado nesta terça-feira (21) pelo Departamento de Comércio do país.
O déficit de bens e serviços passou de US$ 24,6 bilhões em junho para US$ 25,2 bilhões em julho. Os maiores desequilíbrios foram com o Japão, a China e a Europa Oriental. Os EUA também registraram déficit com países latinos pelo segundo mês consecutivo, após três anos de superávits.
Enquanto as exportações aumentaram 0,5%, chegando a US$ 79 bilhões, os preços mais altos do petróleo no exterior contribuíram para que o valor das importações subisse 1%, para o recorde de US$ 104,2 bilhões.
Carros, caminhões, brinquedos, móveis, câmaras, aparelhos de tevê e outros bens de consumo também chegaram aos Estados Unidos em grande quantidade, segundo o Departamento de Comércio.
Teme-se que esse aumento de demanda superaqueça a economia e provoque inflação. Por causa disso, intensificaram-se as especulações de que as autoridades monetárias possam elevar os juros pela terceira vez no ano, para manter a inflação sob controle.
Nos primeiros sete meses, o déficit chegou a US$ 143,9 bilhões ante os US$ 90 bilhões do mesmo período do ano passado. Nesse ritmo, o déficit comercial deste ano poderá superar em cerca de 50% o déficit recorde do ano passado, de US$ 164,3 bilhões.
Os gastos de consumidores foram estimulados pelo menor índice de desemprego, pelo aumento da renda dos cidadãos, baixa inflação e lucros no mercado de ações.





