Nova York, 22 (AE-AP) - A "régua cósmica" usada pelos astrônomos para medir o Universo pode estar fora de escala e, como consequência, é possível que o próprio Universo seja mais jovem do que se supõe.
Desde que Edwin Hubble descobriu que o Universo estava em expansão, nos anos 20, cientistas vêm tentando precisar qual a taxa dessa expansão, valor conhecido como constante de Hubble.
Para estimar esse valor, os astrônomos comparam as distâncias entre tipos especiais de estrelas, chamadas variáveis cefeidas.
O brilho das cefeidas em galáxias distantes é comparado ao das cefeidas da galáxia conhecida como Grande Nuvem de Magalhães. Por exemplo, se a cefeida de uma determinada galáxia brilha com um quarto da intensidade de uma cefeida da Grande Nuvem, então a galáxia está duas vezes mais distante da Terra que Magalhães. O brilho varia em proporção inversa ao quadrado da distância.
A medida da distância entre a Terra e a Grande Nuvem, no entanto, tem margem de erro de 10%. Pesquisadores da Nasa, usando a galáxia NC4258 - cuja distância tem margem de erro de 4% - refizeram uma série de cálculos e concluíram que "provavelmente há algo errado com o sistema de cefeidas".
Se o novo parâmetro for aceito, a constante de Hubble terá um aumento de 12%, mais ou menos nove pontos percentuais. Como resultado, a idade estimada do Universo iria cair na mesma proporção.
Atualmente, supõe-se que o Universo tenha entre 12 bilhões e 13 bilhões de anos.





