Washington, 22 (AE-DOW JONES) - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Lawrence Summers, disse que os investidores privados não devem se basear nas respostas empregadas pelo setor público na recente crise financeira como um guia para suas reações diante de novas turbulências.
Essa lição deve ser particularmente assimilada pelos investidores em mercados emergentes, no momento em que eles estão vendo o Equador caminhar em direção a uma moratória de suas obrigações em Bradies sem qualquer sinal de novo dinheiro do Fundo Monetário Internacional (FMI) ou de nações ricas.
"Há um amplo leque de possíveis respostas oficiais para as crises financeiras", disse o secretário. Summers ressaltou que a administração de crises futuras deverá ser flexível, para poder lidar com os diversos lados que o problema pode tomar em diferentes países.
Além disso, os países devem ser encorajados a reduzir sua vulnerabilidade a tais choques, com o objetivo de melhor administrar suas próprias dívidas, da seguinte forma: adotar uma taxa cambial e uma política monetária mais adequadas a reduzir o atual risco e adotar políticas econômicas e financeiras mais saudáveis.
Os setores oficiais - instituições financeiras internacionais -, liderados pelo FMI, deverão fazer um trabalho mais eficiente para encorajar os países desenvolvidos a adotar essa estratégia.
"Eles devem abster-se de fazer empréstimos a países que estão consumindo suas reservas internacionais numa batalha perdida contra a crise monetária", disse Summers.
O secretário afirmou que os setores oficiais não devem permitir que os países suspendam o pagamento aos credores quando ainda há capacidade financeira de atender à demanda.
O secretário ressaltou ainda que os setores oficiais, em particular o FMI, devem desencorajar os países que têm uma taxa cambial fixa, mas que não conta com o suporte de um rígido compromentimento da política monetária.
"Se a teoria econômica internacional e a experiência nos ensinaram algo, é a incompatibilidade entre a manutenção de uma taxa cambial fixa e uma política monetária independente. A viabilidade de uma taxa cambial fixa envolve alguma forma de renúncia de independência monetária, como no caso de um modelo de currency board", disse.
De acordo com Summers, o G-7 irá anunciar neste final de semana a formação de outro órgão representativo, que será conhecido como G-20. "Esse será um órgão permanente, um mecanismo informal de diálogo nas questões estruturais (financeiras) entre as economias dos países ricos e as dos mercados emergentes, que somam mais de 80% do PIB mundial", explicou. Esse órgão irá suplantar o chamado G-22, que no ano passado acrescentou diversas nações em desenvolvimento no mix existente dos países que integram o G-7.





