Viena, 22 (AE-AP) - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) confirmou na reunião de hoje (22) que manterá os drásticos cortes na produção do petróleo pelo menos até março. A decisão pode encarecer o produto ainda mais para os Estados Unidos e Europa neste inverno.
Durante o encontro semestral hoje, com os 11 ministros do Petróleo dos países membros, a Opep optou por manter a produção 4,3 milhões de barris menor que nos últimos dois anos.
Os ministros esperam ver os preços aumentar em breve e mostraram preocupação em relação ao fornecimento mundial permanente.
"Em razão do alto nível de reservas, a Opep reafirma seu compromisso com o acordo fechado em março de 1999 até o fim de março de 2000", dizia um comunicado oficial. A Opep vai rever as condições de mercado e agir para manter a "estabilidade do mercado".
O secretário-geral da Opep, Rilwanu Lukman, não mencionou a possibilidade dos membros manterem o acordo depois de março. Lukman disse também que os membros concordaram em participar de uma reunião de cúpula em Caracas, na Venezuela, a convite do presidente do país, Hugo Chávez, sem mencionar a data do encontro.
Uma das questões que deixou de ser discutida foi a sucessão de Lukman, que está renunciando ao cargo. A disputa pelo posto pode colocar em risco a solidariedade tão dificilmente alcançada pelos países membros.
O representante do Irã na Opep, Hossein Kazempour Ardebili, disse que o Irã e a Arábia Saudita proporão suas respectivas candidaturas para cumprir mandato de três anos cada país.
Os países produtores também vão considerar a proposta da Venezuela de criar um mecanismo para manter uma banda de flutuação para o petróleo. Entretanto, os analistas consideram difícil administrar os valores da banda por causa da falta de informações a respeito do fornecimento do petróleo.
"Enfatizo que o mercado ainda e´stá frágil, o contrário do que os preços indicam", disse o presidente da Opep, Youcef Yousfi. Os quatro países que não pertencem à Opep e participaram do encontro como observadores - México, Rússia, Omã e Angola - apoiáram os cortes.
Os países da Opep - Arábia Saudita, Irã, Venezuela, Emirados árabes Unidos, Kwait, Catar, Nigéria, Líbia, Algéria, Indonésia e Iraque - produzem mais de 26 milhões de barris de petróleo cru
ou 35% da produção mundial.





