Amã, 22 (AE-AP) - Em mais um exemplo de seu esforço em conter o grupo militante que prometeu torpedear o processo de paz no Oriente Médio, autoridades jordanianas prenderam hoje (22) dois líderes do Hamas e negaram a entrada no país de um terceiro.
Khalid Mashaal e Ibrahim Ghosheh - ambos cidadãos jordanianos - foram levados em custódia policial e acusados de ligação com grupos ilegais, informou o vice-primeiro-ministro Ayman Majali.
Moussa Abu Marzuk, que levava um passaporte do Iêmen e um documento de viagem palestino, foi impedido de entrar na Jordânia, disse Majali. O destino dele permanece obscuro.
Os três líderes do Hamas, grupo fundamentalista com base em Amã, foram detidos no aeroporto depois de voltar de uma viagem do Irã. Eles foram algemados e levados para questionamentos sobre sua filiação ao grupo radical palestino que está empenhado na destruição de Israel.
Majali disse que os quatro guarda-costas de Mashaal também foram detidos.
Os dois homens permanecem em custódia na principal delegacia de polícia de Amã.
Saleh Armouti, líder da associação jordaniana Bar, que está representando Mashaal e Ghosheh, disse estar buscando fiança para os homens.
Em 30 de agosto, o coronel Mahmmoud Obeidat, procurador-geral do exército jordaniano, emitiu uma ordem de prisão internacional contra cinco líderes do Hamas - incluindo os três detidos hoje. Os outros dois líderes, Mohammed Nazzal e Izzat Rushoq, permanecem foragidos.





