Pequim, 22 (AE-AP) - A liderança comunista chinesa endossou hoje (22) a adoção de medidas de mercado, incluindo algumas privatizações, numa tentativa de reiniciar reformas propostas há dois anos.
Terminando seu encontro anual de outono (no Hemisfério Norte)
o Comitê Central do Partido Comunista apoiou a implementação de receitas no estilo capitalista em todo a sua indústria, excluindo a de alta-tecnologia e outros setores estratégicos.
As prescrições possibilitam um ligeiro avanço nas reformas endossadas por um congresso extraordinário realizado em 1997.
Além do intenso exercício político que tomou os quatro dias de reunião do Comitê Central, o presidente chinês, Jiang Zemin, gastou quatro meses realizando um lobby pessoal com políticos das províncias - que ocupam a maioria dos 336 assentos do Comitê - para tentar convencê-los a apoiar as reformas.
O comitê, em um comunicado oficial que se tornará um guia para a política governamental nos próximos meses, chama as reformas de uma "tarefa importante e urgente". "Enfrentando intensa competição internacional nesse final de século, nós temos que aumentar a força de nossa economia nacional (...)", diz o comunicado oficial, divulgado pela agência de notícias oficial da China Xinhua.
"Não podemos perder tempo para levar adiante a reestruturação e o desenvolvimento do setor estatal", continua o comunicado. O comitê apoiou medidas para atrair capital estrangeiro para as indústrias em dificuldades, com ênfase particular para o mercado de ações e "formas mistas de gerenciamento", um eufemismo para "privatização".

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