Nova York, 22 (AE-DOW JONES) - O atual rítmo de crescimento da economia norte-americana precisa ser contido para evitar o surgimento de pressão inflacionária no país e reduzir o pesado déficit em conta corrente norte-americano, alertou o Fundo Monetário Internacional (FMI) em seu relatório sobre as perspectivas econômicas mundiais divulgado hoje.
Os desequilíbrios das taxas de crescimento entre as economias industrializadas é a característica eminente - e potencialmente mais prejudicial - da economia global após a recente crise financeira, disse o FMI. O relatório, ao mesmo tempo que confirma evidências de que a ásia e a Europa - com excessão da Alemanha e Itália - estão no caminho para se tornarem economias fortes, deixa evidente a preocupação dos economistas do Fundo com o risco imposto pelo superaquecimento da economia norte-americana a este cenário.
Segundo o FMI, a previsão é que a economia dos EUA registre crescimento de 3,7% em 1999, que deve ser reduzido a expansão de 2,6% em 2000. Nas projeções do Fundo realizadas em maio, os economistas esperavam crescimento de 3,3% da economia dos EUA este ano e de 2,2% em 2000. As previsões de expansão para a economia mundial também foram revistas em alta para 3,0% em 1999
de 2,3% prevista no relatório de maio.
"O valor generoso do mercado de ações; a forte queda na poupança doméstica nos últimos anos, para níveis negativos; os fortes investimentos das empresas; a grande dependência da poupança externa; e a elevada taxa de câmbio do dólar em relação aos fundamentos de médio prazo levam a uma pressão e a desequilíbrios que podem conduzir a uma abrupta interrupção na demanda doméstica", disse o FMI. "Por sua vez, provocam dúvidas se a demanda no Japão e na zona do euro crescerão o suficiente para compensar uma desaceleração na demanda nos EUA e ao mesmo tempo sustenta r as atividades domésticas e globais", diz o Fundo.

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