Bogotá, 22 (AE-ANSA) - O juiz espanhol Baltasar Garzón considerou que a procuradoria-geral da Colômbia "precisa de maior apoio" das autoridades competentes para deter "certos" dirigentes direitistas das forças paramilitares acusadas de dezenas de matanças.
A Comissão Ad Hoc de Ação e Proteção para os Defensores dos Direitos Humanos na Colômbia, da qual faz parte o juiz Garzón, reuniu-se na noite desta terça-feira com o fiscal-geral, Alfonso Gómez Méndez, e com o procurador-geral, Jaime Bernal, a quem "foram transmitidos" os comentários recebidos pouco antes das organizações não-governamentais desta nação.
Igualmente, a comissão entregou a vários funcionários estatais e governamentais os resultados de um estudo sobre direitos humanos na Colômbia, realizado no mês passado por um grupo de técnicos.
"Estamos notificando cada uma das instituições que foram mencionadas no informe", declarou o juiz espanhol ao finalizar uma reunião com o fiscal Gómez Méndez.
Ao falar sobre a ação dos paramilitares, Garzón comentou que a procuradoria "emite as ordens de prisão, mas necessita de maior apoio das autoridades para cumpri-las".
O fiscal Gómez "nos passou a impressão de que poderia haver indecisão ou certa falta de interesse na perseguição ou detenção de determinados líderes paramilitares" que cometeram diversos massacres.
Garzón ficou internacionalmente conhecido por ter pedido a extradição do general Augusto Pinochet e conseguido sua detenção em 16 de outubro em Londres.
O advogado guatemalteco Frank de la Rue, que faz parte da comissão, disse que as ONGs colombianas pediram para que seja investigado o general Alberto Bravo, ex-comandante da Quinta Brigada Militar, por causa das "supostas comunicações intimidatórias" que enviou às organizações.
A comissão se reunirá com altos comandantes militares, o defensor do povo, ministros do governo e na quinta-feira com o presidente Andrés Pastrana, que encontra-se nos Estados Unidos.





