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terça-feira, 21 de setembro de 1999
por Patricia Lara 
São Paulo, 22 (AE) - Representantes de alguns dos maiores exportadores de petróleo do mundo afirmaram que os preços da commodity, que dobraram neste ano, precisam continuar por mais algum tempo em alta antes de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) considerar a hipótese de um aumento da produção. Representantes dos países membros da Opep, que se reúnem hoje, a partir das 9h (de Brasília), em Viena, disseram que eles concordaram em prosseguir com uma oferta limitada do petróleo até abril em um esforço para manter os preços, que estão próximos a US$ 23 o barril em Londres, um valor que não era registrado desde janeiro de 1997.
Os países que sofreram com a queda do preço do petróleo
que em 1998 atingiu o nível mais baixo em 12 anos, ainda querem manter os lucros. A média de preços de sete tipos de petróleo monitorados pela OPEC estava em US$ 15,14 o barril neste ano, abaixo dos US$ 17,72 dos oito anos anteriores. "Os preços não estão muito altos", disse o ministro do Petróleo do Líbano, Abdulla Salem El-Badri, em entrevista à Associated Press. "O preço médio para este ano continua em US$ 15 o barril, um valor que consideramos baixo", afirmou.
Dez dos 11 membros da Opep já manifestaram a intenção de manter inalterados os limites de produção de petróleo até abril e devem confirmar suas posições na reunião de hoje. Em Londres, os contratos do petróleo tipo Brent para novembro subia, às 7h51
para US$ 22,84 por barril, ante o fechamento de US$ 22,68 de ontem. Em Nova York, o barril do petróleo cru fechou em US$ 24 46.


