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quinta-feira, 16 de setembro de 1999
Por Ricardo Osman 
São Paulo, 17 (AE) - A assessoria do governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), informou hoje à noite que "não foi registrada paralisação dos servidores significativa no Estado, a ponto de provocar a descontinuidade dos serviços públicos". Covas avisou que vai descontar o dia no pagamento dos funcionários que deixaram de trabalhar. Não há números. "Não sei quantas pessoas são", afirmou o governador, em entrevista. "Se viessem aqui pedir aumento de salário, fizessem uma greve sobre isso, tudo bem, mas vir aqui para dizer que eu não posso mandar um projeto para a Assembléia, quem vem pagará um preço por isso", afirmou. "Vai ter, portanto, o dia descontado."
O presidente da Federação das Entidades dos Servidores Públicos, José Gozze, admitiu, na noite de hoje, que a greve foi parcial. "A paralisação ocorreu mais durante a tarde", afirmou. De acordo com Gozze, o Tribunal do Júri teve as atividades paralisadas em protesto contra a reforma da Previdência. O comando de negociação dos servidores afirmou que poderá, mais tarde, divulgar um balanço da paralisação.


