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quinta-feira, 16 de setembro de 1999
Por Renata de Freitas 
São Paulo, 17 (AE) - O Gallup voltará a divulgar pesquisa de opinião pública nacional a partir do fim do ano. Os primeiros temas serão a qualidade de vida no Brasil e os valores que os brasileiros cultivam. Mas os novos controladores do instituto Gallup se recusam a fazer pesquisas político-partidárias, admitindo levantamento de opinião pública sobre eleições e popularidade apenas em associação com órgãos da imprensa.
Para iniciar a pesquisa em outubro, o Gallup vai instalar um centro de entrevistas por telefone, com 40 funcionários, que estão sendo selecionados e treinados em São Paulo. O escritório do Gallup na capital será o carro-chefe das operações da organização americana na América Latina. O Gallup tem outros seis escritórios na região e 3 mil funcionários em todo o mundo, com faturamento anual de US$ 250 milhões.
"Pretendemos fazer investimentos significativos no Brasil", afirmou o presidente de Operações Internacionais do Gallup, James Krieger, sem informar o valor. Ele disse que a expectativa é de crescimento rápido no Brasil. Apenas este ano, o Gallup teve de triplicar a área de operações em São Paulo.
O Gallup vai passar a atuar também no segmento de consultoria de recursos humanos, que representa 25% do faturamento global do grupo e deve chegar à metade da receita em cinco anos. No Brasil, a meta é chegar a 20% do faturamento nos próximos 12 meses, atendendo principalmente a mercados muito competitivos, como o de telecomunicações e bancos.
A Organização Gallup, com sede em Princeton, Estados Unidos, readquiriu, no início de 1998, a marca do Instituto Gallup de Opinião Pública, que estava desativado. Durante estes quase dois anos de atividades no Brasil, o Gallup esteve voltado para pequisas de marketing para clientes corporativos.
Nos Estados Unidos, o Gallup está desenvolvendo um projeto para o museu da opinião pública mundial. O objetivo é usar o padrão das pesquisas Gallup para organizar as opiniões da população mundial sobre vários temas pelos próximos 500 anos.


