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quinta-feira, 16 de setembro de 1999
Por Biaggio Talento 
Salvador, 17 (AE) - Recebido na sede regional do PMDB baiano, em Salvador, hoje pela manhã, como candidato do partido à Presidência da República, o senador Pedro Simon (PMDB-RS), que participou da filiação de um grupo de políticos à legenda, assumiu mais uma vez o tom crítico em relação ao governo federal e tentou rebater a principal desculpa do presidente Fernando Henrique Cardoso para a crise, o atraso do Congresso na votação das reformas. Para ele, em vez de se preocupar com as reformas no primeiro mandato, Fernando Henrique teria priorizado a aprovação do segundo mandato.
"O maior equívoco do presidente foi ter jogado todas as suas fichas, quando estava no auge do seu prestígio, na reeleição; se tivesse jogado nas reformas fiscal, tributária e administrativa, teria feito um baita governo no primeiro mandato", raciocinou. Com as reformas econômicas, na visão do senador gaúcho, FHC acumularia cacife para aprovar a reforma eleitoral no último ano.
"Se não tivesse aprovado a reeleição, sairia como papa do governo, elegeria o sucessor, estaria na Embaixada de Paris agora e poderia ser candidato em 2002."
A reforma tributária não saiu do papel, segundo Simon, pelo fato de o governo federal ter aprovado os mecanismos de arrecadação necessários à máquina. "Já aprovou o aumento a alíquota do Imposto de Renda (IR) para 27,5%, a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) para 0 38%, enfim, as fontes de recursos; por isso, a reforma não sai e a crítica do presidente Fernando Henrique ao Congresso é tremendamente injusta."
Simon questionou também os cinco pontos básicos do programa do governo. "A agricultura continua ainda como prioridade e não se cumpriu; o projeto de casa popular, idem; na questão do emprego, temos uma taxa de desemprego como nunca se viu; a saúde enfrenta o problema mais sério de sua história; e a educação, ele está encaminhando." Mesmo candidato declarado à sucessão presidencial, Simon não apresentou programa ou slogan. O PMDB, por outro lado, revelou a frase que será usada na campanha municipal de 2000: "Feliz Brasil 2000."


